O Laser de CO2 revolucionou a cirurgia de pálpebras

A tecnologia tem transformado a medicina estética e funcional, e na cirurgia das pálpebras — a blefaroplastia — o grande protagonista dessa evolução é o Laser de CO2. Antigamente, o procedimento era realizado exclusivamente com bisturi frio (lâmina de metal) e bisturi elétrico, mas a introdução do laser trouxe um nível de precisão e refinamento que mudou os padrões de resultados.

O Laser de CO2 fracionado ou cirúrgico funciona através de feixes de luz concentrada que, ao entrarem em contato com a pele, vaporizam o tecido de forma extremamente controlada. Diferente do bisturi tradicional, que apenas corta, o laser tem uma dupla função simultânea: ele realiza a incisão (o corte) e, ao mesmo tempo, cauteriza os vasos sanguíneos.

Por que isso é uma revolução?

Ao selar os vasos sanguíneos instantaneamente enquanto corta, o sangramento durante a cirurgia é drasticamente reduzido. Isso permite ao cirurgião uma visão muito mais limpa do campo operatório, possibilitando identificar com clareza as bolsas de gordura e o excesso de pele que precisam ser removidos.

Além do corte, o Laser de CO2 possui uma propriedade única de estímulo de colágeno. Quando aplicado na pele ao redor dos olhos (procedimento conhecido como resurfacing), ele promove uma retração da pele e melhora a textura, tratando rugas finas e flacidez que o bisturi sozinho não conseguiria resolver.

Portanto, não se trata apenas de uma ferramenta de corte, mas de um instrumento que refina o resultado estético e proporciona um pós-operatório mais confortável para o paciente.

As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.

Dr. Gildivan Carneiro
Cirurgião Oculoplastico
CRM 4509/RN | RQE 655

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